o outro, o mesmo

o outro o mesmo“Em todas as leis da física que temos encontrado até agora não parece haver qualquer distinção entre o passado e o futuro. A imagem em movimento deve funcionar igualmente para os dois lados, e o físico que olha para ela não deveria rir.” (Richard Feynman na palestra “A distinção entre o passado e o futuro”)

O outro, o mesmo é um vídeo que se passa entre as curvas de uma ponte de pedestres onde as imagens se desdobram, a cada instante, como um novelo que tem suas extremidades puxadas simultaneamente em direções opostas: parte aponta para o que passou enquanto, simetricamente, a outra lança-se ao porvir, confundindo passado, presente e futuro numa fratura temporal. O vídeo foi gravado como um plano-sequência em que, mesclado ao trânsito imprevisível dos passantes daquele dia,  encontra-se um personagem de ficção que periodicamente completa um ciclo e se realinha com o seu reflexo, como uma lembrança misteriosa de si mesmo. Enquanto escutamos a trilha sonora que reforça o mistério e a estranheza do se passa a nossa frente, só nos resta pensar que, talvez, simplesmente, o tempo não passe: quem passamos somos nós.

 

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